sábado, 26 de fevereiro de 2011

pombo fobia - I

Pra tudo há uma explicação, o fato a ser confessado não escapa dessa sentença. Já de início declaro: Tenho matado os pombos desta cidade, sendo essa uma batalha cotidiana - não há perdão! Mato as aves e dou um jeito naqueles que as alimentam.

Uma vez escutei que essa espécie chegou ao Brasil numa tentativa de Dom não sei quem imitar as praças italianas, de Paris... não faço ideia. Não encontrando predador, o bichinho asqueroso, esse rato de asas, passou a governar plenamente e a quase tomar conta das nossas cidades. Tão parecido quanto o gesto do famoso representante, são essas viúvas que costumam alimentar os pombos nos finais das tardes em determinados locais ou então os pipoqueiros que se acham prestando solidariedade.

Pode parecer cruel, pode não ser bem visto perante as diversas ongs de proteção, mas digo com baba na boca tamanha raiva entre os meus dentes: morte aos pombos! Gerrilha aberta aos pombos! Quem tiver coragem de limpar a nossa cidade das penas sujas dessa espécie de quinta que venha junto! Armas não faltam, na Carioca mesmo podemos comprar de um daqueles rapazes um bocado de chumbinho mata rato. Enquanto o pipoqueiro joga no chão o restante dos grãos, aproveito e lanço um tanto do meu veneno. Está feito, o culpado da morte é o mesmo o qual tentou inocentemente salvar o ladrão. Incontáveis vezes peguei meu carro e segui atropelando pombos pelas ruas e ruelas da cidade, extasiava-me ouvindo a explosão dos pulmões quando o pequeno corpo encontrava o meu parachoque. Na capital esses bichinhos de asas sujas transitam abusadamente pelo asfalto e só levantam voo quando o carro se aproxima, bem perto, bem de perto, perto. Adquiri uma técnica a partir de constantes observações: no momento exato em que impulsionam-se para fora do chão, acelero um pouco mais o meu automóvel e pou! pasta.

Escutei de uma senhorinha enrrugada que quando um casal de pombos faz ninho no telhado é sinal de morte; lembrei do meu pai. Dizem também que ninguém nunca viu filhote de pombo - eu já vi e digo: é feio, feio, feio! Nascem e desenvolvem-se rapidamente, em 15 dias abandonam os bicos dos pais. Acompanhei um familizinha por um bom tempo, fizeram moradia na laje do banheirinho dos fundos da minha casa no litoral - quando eu ainda morava por lá e antes do meu pai falecer. Modelo perfeito do que se pode chamar instituição familiar - modelo perfeito quanto ao que almejamos numa relação sincera e duradoura.

Tive um problema sério de saúde durante o período em que acompanhei a reprodução e desenvolvimento dessa família alojada no alto da minha casa; fiquei de cama, acabado, quase morri. O médico diagnosticou um tipo de bactéria presente nas asas desses bichos leprosos. Desde então comecei a pensar, a planejar um meio de dizimá-los. Faz-se necessário um predador forte e sagaz - enquanto Deus não cria um, disponho-me com mãos firmes nessa empreitada.



2 comentários:

Adriana Godoy disse...

Pombos, ratos, pardais, baratas, aranhas, morcegos....não sei o que penso. Os pardais estão sumindo...mas não tenho coragem de matar nenhum bicho, mesmo as baratas. Só mato com água as formiguinhas que insistem em passear na parede da cozinha. E mesmo assim, fico com pena. Fazer o quê?

Beijo

(God of Death)Luli disse...

Tamo.junto nessa MORTE aos pombos sou pombofobico eu sinto medo e raiva desses ratos alados em salvador ta aberta a temporada de caça aos.pombos

caixa de sapato