Eu quero o infinito agora. Diante do abismo é tudo mais bonito. É distante, longe, é lá. Um sempre em lá constante maior. Posso escolher e escolho, sofrer. Felicidade também. É como fazer casas em regiões de furacões. O vento que bate forte é bonito, carrega tudo, levanta terra, raizes, ondas, qualquer coisa que estiver por perto. Mas eu não, fico, os dedos dos pés cravados na rocha, petrificando-me num piscar de olhos. Então eu vejo, do alto, de frente para o possível, passar o tempo. Nada me pertuba, nada me alcança; a natureza tudo pode.
Nenhum comentário:
Postar um comentário