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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

terça-feira, 13 de agosto de 2019

sábado, 10 de agosto de 2019

acumulador
de termos inauditos
- objetos indiretos
jogados
no canto
da garganta

orações
desarticuladas
na ponta
da língua
seca

quarta-feira, 24 de julho de 2019

já não falam mais
as paredes em
vigílias riscadas
nas noites profundas

d'aljube escuro e
fundo, mais profundo
ecoa longe o
côncavo silêncio

sexta-feira, 28 de junho de 2019

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

iluminação

desse gosto que não se prova com a língua
experimentamos no corpo sutil o sabor da beleza

para fazer o que se almeja
sem a ninguém prejudicar
evoluir nas águas doces dos mistérios sagrados

nenhum sentido é capaz
de tocar as mãos dos deuses

sexta-feira, 13 de julho de 2012

tropeço


Toda dor que não estanca
leva embora o que faz falta.

Toca a pedra o pé e corta;
Sangra e lava a pele nua.

Tem o olhar a sós e sobra;
sombra n’água não se molha.

Cada passo, um cadafalso;
todo um mundo que se torna.

 - tempestade em copo d’água,
uma gota já transborda - 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

vamos devagar, pois ando cheia de dor
continuemos no caminho, por favor
pela estrada, toda poeira, o chão, a terra
o rumo seco da palavra sem saliva
nada salva, o chão, a terra

quando falta o fôlego,
o gesto que atesta
limpando o suor

a vista ainda distante
o horizonte que ainda longe
e nem visto de cá perto


#

sabe, andei pensando
que o meu amor é muito perigoso
é um peito aberto que se entrega
à espada lancinante do cavaleiro
cravando-se no ponto médio
entre a cama desarrumada
e a sua mão na maçaneta da porta
sempre quando você vai embora.

domingo, 31 de agosto de 2008

Menina Flor

Gota que cai,
Gota que pinga, pinga, vai
em direção ao chão.
Lavando, levando, levantando a vida.
Gota de água que pinga, pinga, cai.
Escorrendo pelo corpo, molhar o coração,
Transformando menina;
árvore em gestação,
moça flor da idade.

sábado, 30 de agosto de 2008

Banquinho Vazio (pseudo-bossa)

p/ C.G.

Dessa vez não vou chorar,

Vou fingir felicidade,

Falando mansinho

Que tá tudo bem.


Deixo o banquinho vazio,

o violão encostado

E sigo pra rua

confundindo minha dor

com a chuva que molha.


Não, não quero mais

essa bossa

Não

Não, não quero mais

Viver nessa bossa


Construí paredes de ilusão,

Destruir é o problema

Quando o sentimento para um

é maior,

é além.


a falta de afetos mais profundos

me jogou

num mergulho solitário

nessa mar misterioso

que me fez

que me faz

acreditar

que a Lua apenas é

um simples satélite.


Não, não quero mais

essa bossa

Não

Não, não quero mais

Viver nessa bossa


“... Ah! insensatez ...”


sábado, 16 de agosto de 2008

Jardim Esperança

Eu gostaria ter você junto de mim.
Não, não deixaria flor sozinha por aí.

Flor sozinha no jardim sempre desbota.
Passa pessoa, pára, olha, levo nota.



terça-feira, 29 de julho de 2008

ENQUANTO O ENTREGADOR DE ÁGUA NÃO CHEGA

Vou me precipitar
me jogar nesse mar
já cantado e tantas vezes lido
demarcar o meu terreno

ligarei e confessarei que amo
e que quero
agora
pelos cantos da sala
do apartamento
que divido

sábado, 26 de julho de 2008

raso

qual atalho, uma curva pro caminho do sossego - mas no fundo é raso; água bate no joelho nada - não é nada nunca foi tão fácil contud...