qual atalho, uma curva
pro caminho do sossego -
mas no fundo
é raso;
água bate no joelho
nada - não é nada
nunca foi tão fácil
contudo, calo
ressoa
o som da minha voz...
não sabe, o gato,
andar na linha
desliza linha, desaba e
cai
fim da linha
um ponto, um nó, um calo -
um só.
já sei, já saio
por aí, desmedida voz
anseio andarmos por aí
e nos encontrarmos sós.
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 6 de março de 2014
iluminação
na festa dos corpos
o espírito resplandecia
feito estrelas
uma luz ancestral
trazendo sabedoria
cobrindo de flores o chão do mistério
o espírito resplandecia
feito estrelas
uma luz ancestral
trazendo sabedoria
cobrindo de flores o chão do mistério
06/03/2014
Iluminação
a mãe velha deitada
eternamente grávida
do cristal iluminado
montanha, rocha, pedra
abrigo para os que dançam
em liberdade
a plenitude
quinta-feira, 3 de março de 2011
acordo
p/ M. A.
o lençol azul em cima da cama
uma luzinha comendo o chão
o teu corpo e tuas costas lisas.
segunda-feira, 15 de março de 2010
maracanã - chuva e futebol
marchando sobre poças
chuva pesada contra luz marcada
o coro gritando
assustadora beleza
palavras de raios e trovões.
chuva pesada contra luz marcada
o coro gritando
assustadora beleza
palavras de raios e trovões.
segunda-feira, 8 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Tsunami
praguejo seu nome pelas esquinas da sala;
quintas de inverno em pleno verão.
terremotos que alteram o eixo da Terra -
dos dias, encurtando a duração.
discos, livros; espelhos partidos.
o que ainda resta de felicidade; arrebentação.
seu sorriso largo;
onde amarro o barco contra as ondas da paixão?
virou música, depois posto aqui.
terça-feira, 2 de março de 2010
conchinha
um zelo que te vele
o calor da luz da vela
molha a cor da sua pele -
um olhar que se desvela
abrigas-te no mistério
num voltar pra si e em mim se aninha
madrugada já foi e o dia se revela
o calor da luz da vela
molha a cor da sua pele -
um olhar que se desvela
abrigas-te no mistério
num voltar pra si e em mim se aninha
madrugada já foi e o dia se revela
segunda-feira, 1 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
precipício
Não vire
Porque a beira é do lado
Um susto bobo
Pode ser fatal
Se te dou minha mão
Não é pra te salvar
Mas sim livrar-me da culpa
Que me afligirá
Sou eu que te chamo baixinho
Brigando com o vento
Tomando cuidado pra não te assustar
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Mistérios Dolorosos
quando tomado por ciúme
viro cobra-d'água
água-viva
ou bicho que tem fel
como quem justifica
procura e encontra
deus entre lacunas
uma outra parte de mim se manifesta
no outro o que em mim habita, vejo
cachoeira
rio que segue e desemboca no mar.
Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 2010.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Mistérios Gloriosos
em brasa rasa
não há fogo que se levante
desdenhou quem muito o quis
quando a fumaça o vento espalha
o coração não mais incendeia
Rio de Janeiro, 24 de fevereiro de 2010.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
maria helena
aos Vellames
linda flor morena
bahia, salvador
aconchego em seu colo
caruru
surpresa e felicidade
ainda volto para viver mais
pétalas ao sol de sempre
calor do verão ao inverno
calor
é sempre um começo
em algum momento iniciam-se as amizades
e o outro revela-se como num nascimento
escute a canção:
"Flor da Bahia
É flor que ninguém arranca
Quando o amor é maior
Pele escura, pele branca
Flor da pele é uma só
Corpos que se dão
Mais sementes são
Sobre o chão de Salvador"
(Flor da Bahia - Paulo Cesar Pinheiro)
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Mistérios Gozosos
já não me interessa o mar.
entardecer
o vento é forte
e o Sol não aquece tanto
longo caminhar
fora de tudo, longe de mim
barco preso
corda grossa, nó firme
maré alta e agitada
a paisagem que transborda
do lado outro lado que costumo estar
por onde andei
há muitos anos
Cabo Frio, 13 de fevereiro de 2010.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Mistérios Gozosos
você perdeu a graça.
coisas que até quando não ditas e que ficam claras
através de toques, beijos e olhares;
entre tantos, saber que esteve por tantos cantos.
o pouco do mistério que ainda existia,
esvaiu-se no gozo da noite passada.
Rio de Janeiro, 1 de fevereiro de 2010.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
sábado, 7 de março de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
leite
há poesia bastante
no membro rijo que aponta para a lua
te ler
reclamo a falta
janela aberta
e é o cheiro
são solos de guitarra em silêncio
não tem jardim
não tem jardim
e o olhar assustado
brilhando diamante
só um
fato,
foto.
no membro rijo que aponta para a lua
te ler
reclamo a falta
janela aberta
e é o cheiro
são solos de guitarra em silêncio
não tem jardim
não tem jardim
e o olhar assustado
brilhando diamante
só um
fato,
foto.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Rosa
p/ ela e D.
Mística Rosa,
em teu vestido
bordaram flores -
três segredos.
Do que foi revelado
não se pode crer,
mas em sua boniteza
e forte energia sim.
Se mais morena fosses,
caso o teu corpo menos coberto estivesse,
por pouco, por muito pouco,
com a flor do caju confundiriam.
Fariam de tudo para beber do teu sumo,
tu relutarias e de maneira doce
explicarias que tal fruta é meio amarga e dá cica;
diferentemente do que és.
domingo, 28 de dezembro de 2008
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raso
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tudo que é dito - posto no mundo - ecoa pra sempre mesmo quando todo mundo mudo