O mar, novamente. Deixou-se ficar a contemplar a linha que separa a paisagem em dois, céu (um azul mais claro) e água (de um azul escuro, meio que esverdeado). Lá. Uma nota musical. Uma vez foi, silêncio dentro dela, uma vez. Fechou os olhos na esperança de guardar esse sentimento. Mergulhou na penumbra do si. Agora poderá começar tudo de novo. Abriu os olhos e viu o mar, novamente. As ondas em suas constantes significações e o sol a pino, ligado a sua cabeça por um fio de calor. O medo era de que a verdade fosse dita por ela e para ela mesma, esse era o medo. Um vez, faz um tempinho, eu saí para a praia, queria ver o mar de qualquer maneira e fui. Lá chegando eu olhei fixamente para o horizonte, lugar do nunca, e de repente caí na areia, que a esta hora já bastante quente, fazia um sol de rachar. Cavei, movimentei meus membros todos, de maneira que fiz um molde do meu próprio corpo, ao levantar pude ver que sim, era eu que estivera deitada ali, a pessoa.
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raso
qual atalho, uma curva pro caminho do sossego - mas no fundo é raso; água bate no joelho nada - não é nada nunca foi tão fácil contud...
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sabe, andei pensando que o meu amor é muito perigoso é um peito aberto que se entrega à espada lancinante do cavaleiro cravando-se ...
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tudo que é dito - posto no mundo - ecoa pra sempre mesmo quando todo mundo mudo
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qual atalho, uma curva pro caminho do sossego - mas no fundo é raso; água bate no joelho nada - não é nada nunca foi tão fácil contud...
Um comentário:
Adorei!
Me lembou vários coisas que li com o mar presente.
Gosto dese tema.
E gsto de olhar o horizonte, "lugar do nunca".
;)
Beijão, Rafa!
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