quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Da janela

Mirava a palmeira balançando à altura da janela. O tempo virara desde cedo e começava agora uma ventania cinza que cantava através das frestas do apartamento. Contemplava a dança desesperada e via beleza nisso, a qualquer momento a àrvore poderia despencar e quebrar tudo ou qualquer um. A natureza a fez magra e flexível de maneira que chegasse a tal amplitude. Parecia uma mulher nua e louca gritando por liberdade, ao mesmo tempo murmurando baixo os seus sofrimentos. Era ela.

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raso

qual atalho, uma curva pro caminho do sossego - mas no fundo é raso; água bate no joelho nada - não é nada nunca foi tão fácil contud...